
"A nova pesquisa que se apresenta não parece levantar problemas éticos", declarou o monsenhor Elio Sgreccia, presidente da Academia Pontifical para a Vida, à agência de notícias religiosas I-Media.
A Igreja Católica "não se preocupa com processos técnicos, ela destaca apenas se um procedimento lesa ou não a dignidade humana. De resto, a ciência tem a liberdade de pesquisar", acrescentou Sgreccia.
É em nome do princípio do respeito da dignidade humana que a Igreja "sempre sustentou a ilegitimidade da clonagem humana e combateu a destruição de células-tronco embrionárias", lembrou o prelado. "Não podemos salvar a vida de uma pessoa matando outra. Isso é maquiavelismo ético", frisou.
Segundo o monsenhor Sgreccia, o pesquisador japonês Shinya Yamanaka, cuja equipe conseguiu criar células-tronco a partir de 5.000 células da pele, "participou no ano passado dos trabalhos da Academia para a Vida, aqui, no Vaticano".
"No momento atual, tomamos seu processo como lícito, sob reserva de verificações posteriores", afirmou Sgreccia.
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