Os três senadores ameaçados de perder o mandato depois que o TSE-Tribunal Superior Eleitoral decidiu estender a fidelidade partidária, às eleições majoritárias, reuniram-se, nesta quinta-feira, com o presidente do tribunal, Marco Aurélio Mello.
Os parlamentares poderão ter que deixar o Senado se o TSE definir, na semana que vem, que a mudança será retroativa a 27 de março deste ano - como estabelecido para as eleições proporcionais pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
"Eles vieram com o coração batendo mais forte. Não vieram numa tentativa de convencimento, vieram demonstrar uma preocupação, tendo em vista até mesmo o perfil deles", disse Mello. O DEM pretende recorrer à Justiça para garantir os mandatos dos senadores Romeu Tuma (PTB-SP), César Borges (PR-BA) e Edison Lobão (PMDB-MA), que deixaram o partido nas últimas semanas.
Mello já se mostrou favorável à adoção do dia 27 de março como data para que a mudança entre em vigor; o que, na prática, põe em risco os mandatos dos três senadores. Alguns ministros, no entanto, defendem que a regra vigore a partir do dia 16 de outubro deste ano - data da decisão do TSE. O tribunal estabeleceu que os mandatos pertencem aos partidos, e não aos candidatos eleitos ao Senado, presidência da República, governos estaduais e prefeituras.
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