12 agosto 2007


JOÃO QUEIROZ, um ano de saudades, um ano que lembramos de você todos os dias, através das boas ações que praticou, das dificuldades que enfrentou, dos momentos tristes e alegres que passou, dos momentos de glórias que conquistou, dos ensinamentos, dos conselhos e dos exemplos que nos deu, dos bons e de todos os outros momentos que vivemos; uns mais pertos outros mais distantes: Você como filho, esposo e pai, nossa mãe como sua esposa, nós como seus filhos, seus genros, suas noras, seus netos, sua bisneta, sua mãe, seu pai, sua sogra, seus irmãos, sobrinhos, tios, primos, cunhados e demais familiares, seus amigos - todos nós - sentimos sua falta, mas, sentimos também, orgulho de poder ter convivido com você, cada um por um tempo dos 64 anos 08 meses e sete dias que viveu entre nós.
Para falar de você JOÃO QUEIROZ, talvez o ideal fosse a sua mãe (se aqui na terra ainda estivesse), essa sim, teria autoridade para dizer que lhe conheceu primeiro e melhor do que ninguém, e só o apresentou a este mundo, no dia certo que foi o dia 15 de novembro de 1941, e na hora perfeita, com a permissão de Deus, esse Grande Deus supremo do universo que tanto adoramos, e que decidiu que estava na hora de tirá-lo do meio da ignorância, da inveja, do ódio do mundo, onde o número de corruptos cresce a cada dia, do meio dos maus, e dos poderosos, do meio dos bons e dos pobres, e por fim, tirá-lo do meio dos que lhe amaram e continuarão te amando e lembrando de você, não só em função do ocorrido no dia 08 de agosto de 2006, quando partistes atendendo o chamamento desse Grande Deus eterno, mas por tudo que fizestes de bom pelos mais sofridos, pelos mais humildes e por todos que solicitaram sua pequena ajuda.

Acredito que Já fiz o registro de um pouco da sua brilhante história familiar, nesse momento quero falar um pouco de uma das coisas que você gostava e fez enquanto viveu, a política. Na verdade, sua partida, Papai, pegou-me de surpresa. Pois, confesso, que não havia me preparado para ser político sem o senhor para me ajudar, resolvendo os problemas do nosso povo sofrido, orientando-me, como caminhar nessa jornada árdua, de buscar resoluções para os difíceis problemas que surgem - a cada dia - em função da falta de assistência na área de saúde e a pobreza que cresce com o descaso social que atinge o nosso PAÍS e o mundo.
É bem verdade que, muitas vezes, esqueço que o senhor descansa na casa do Pai eterno, e fica a minha mente imaginando: “ele não está em casa, senão atenderia ao telefone”! Será que está na maniçoba, na conceição, no poço comprido, no sítio areais, na lagoa redonda, na alagoinha dos Ferreiras na raiz, nos torrões, nos grossos ou em outro local da zona rural, acompanhando os serviços de recuperações das estradas, ou os cortes de terras, já que o celular toca a mensagem que está desligado ou fora da área de cobertura, onde será que ele está nesse momento que tanto eu como a nossa família e seus amigos estamos precisando dele? Será que está no INSS, no hospital regional, no sindicato dos trabalhadores rurais, na maternidade, no hospital Nelson Maia, no consultório de Dr. Paulo Fernandes, no consultório do Dr. Santídio, no escritório do Dr. Osman ou Dr. Dedé como ele gosta de chamar, no consultório do Dr. Salismar, nos cartórios judiciários? Será que foi para Mossoró ou Natal acompanhando alguém doente? Talvez esteja no bar de Vezuélio ou no bar do Naldo tomando uma caninha pra relaxar a mente cansada de tantos problemas para resolver, Será que está no consultório do Dr. Ivonézio, no consultório do Dr. Clécios Lapa, ou na farmácia de Canindé, na Prefeitura, na Câmara Municipal conversando com Chico Lopes, na mercearia de Paulo Raulino, ou na de Valdemar Bezerra? Já sei, deve está no cartório eleitoral, será que está se vencendo o prazo para novas inscrições de Eleitores e transferências de títulos Eleitorais, mas de repente, minha sofrida mente descobre que pensou em vão, pois ele não está mais aqui, perdi o passageiro mais importante que andava na garupa da minha moto, perdi o grande companheiro das grandes lutas, perdi o meu amigo de de todas as horas: alegres e tristes.
É verdade, perdi o meu pai. Ele partiu - é verdade -, mas cumpriu a sua missão. Eu é quem tenho que, junto à minha família e com o apoio dos meus e dos seus eternos amigos, dar continuidade ao trabalho que o Sr. João Queiroz tão bem conduziu com tanto carinho, por amor a sua família e ao povo de Pau dos Ferros que o elegeu por cinco mandatos a vereador de nossa cidade, o que correspondeu a 22 anos em exercício da missão parlamentar, outorgado pela livre, espontânea e soberana vontade e confiança do povo pau-ferrense. Que Deus te mantenha ao seu lado, João Queiroz, obrigado por tudo que fizeste por todos nós, feliz dia dos pais ao lado do grande pai do pai de todos e de tudo que existe no universo. Até o grande encontro de todos nós na glória e no Reino Eterno. . .

ERALDO ALVES

Pau dos Ferros-RN, 12/agosto/2007.

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