10 junho 2008


Luís Fernando Veríssimo disse que a procura de nossas vidas deveria ser pela pessoa errada. Concordo. Tudo certinho demais vira monotonia, anestesia e a coisa degringola. O que, certamente, não é nosso objetivo quando procuramos um alguém para dividir a vida, os negócios, os alvos, metas e interesses comuns. "A pessoa errada é, na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa".

Se tivéssemos duas vidas e pudéssemos arriscar uma vida com a pessoa certa e a outra com a pessoa errada, tudo bem, teríamos a chance de analisar, empiricamente, qual das duas opções seria melhor.

Porém, NÃO PODEMOS (NEM DEVEMOS) ARRISCAR DEIXAR O CAVALO PASSAR SELADO, ele pode ser muito rápido e não voltar. E, assim, correr o risco de ficar com a pessoa errada.

Corroborando a idéia, devemos, segundo o "eterno retorno" de Friederich Nietzsche, fazer as coisas que desejamos que aconteçam novamente, e novamente, e novamente... Sem que nunca nos arrependamos.

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