
Há três meses, o governador de São Paulo, JOSÉ SERRA (PSDB), afirmou ter “nervos de aço em política” ao explicar, durante uma entrevista, por que resiste a se declarar candidato à Presidência da República.
Na época, Serra ainda enfrentava as pretensões do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de ser indicado pelos tucanos para disputar a sucessão de Lula. Os últimos dias demonstraram que, pelo menos por enquanto, o mais experiente dos concorrentes ao Palácio do Planalto segue à risca a disposição de manter o controle das emoções na corrida eleitoral.
A tarefa de responder às provocações dos adversários e atacar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ficou para a direção nacional do partido. “Não vou entrar em nenhum bate-boca eleitoral, de baixaria, não há a menor possibilidade”, afirmou Serra na quarta-feira, quando repórteres pediram que ele comentasse um discurso feito no mesmo dia por Dilma. Mais cedo, no interior de Minas, Dilma dera uma demonstração de que, se depender dela, a campanha transcorrerá em clima de alta tensão.
“Em 2006, eles quiseram acabar com o Bolsa Família. Agora, em 2010, o objetivo é acabar com obras como essa”, disse Dilma, referindo-se à barragem de Jenipapo, obra que inaugurava naquele momento ao lado de Lula.
Na época, Serra ainda enfrentava as pretensões do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, de ser indicado pelos tucanos para disputar a sucessão de Lula. Os últimos dias demonstraram que, pelo menos por enquanto, o mais experiente dos concorrentes ao Palácio do Planalto segue à risca a disposição de manter o controle das emoções na corrida eleitoral.
A tarefa de responder às provocações dos adversários e atacar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ficou para a direção nacional do partido. “Não vou entrar em nenhum bate-boca eleitoral, de baixaria, não há a menor possibilidade”, afirmou Serra na quarta-feira, quando repórteres pediram que ele comentasse um discurso feito no mesmo dia por Dilma. Mais cedo, no interior de Minas, Dilma dera uma demonstração de que, se depender dela, a campanha transcorrerá em clima de alta tensão.
“Em 2006, eles quiseram acabar com o Bolsa Família. Agora, em 2010, o objetivo é acabar com obras como essa”, disse Dilma, referindo-se à barragem de Jenipapo, obra que inaugurava naquele momento ao lado de Lula.
O discurso de Dilma deu início a uma troca de acusações entre tucanos e petistas. Em nota divulgada no mesmo dia, a executiva do PSDB afirmou que Dilma usa a “retórica do medo” contra a oposição. O presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), retrucou e chamou os adversários de descontrolados.
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