12 janeiro 2009

É inconcebível – do ponto de vista da razão – que uma cidade pólo (do porte de Pau dos Ferros) ainda NÃO disponha dos serviços ofertados pelo ITEP/IML.

Ora, como se não bastasse a dor pela perda de um ente querido, a família ainda tem que amargar a chegada (e a demora é uma eternidade), dos profissionais desses Institutos Médicos Legais para transportar os corpos e, num sofrimento agonizante, indescritível, aguardar suas liberações para, enfim, serem velados.

Não foram poucos os casos, neste município, em que corpos – sem vida – ficaram expostos e torrando ao sol, causticante, desta região do semi-árido nordestino;
sem que os familiares, por terem que esperar os trâmites burocráticos, pudessem velá-los; o que só aumenta a angústia. Prova disso é o que aconteceu, ontem, lá em Francisco Dantas, com o saudoso sindicalista Miguel Terto.

Lembro-me - e muito bem – que na inauguração da Central do Cidadão a governadora, Vilma de Faria, na presença de milhares de pau-ferrenses e alto-oestanos “prometeu” implantar, nesta urbe, uma unidade do ITEP/IML, Corpo de Bombeiro, Policlínica, SAMU, dentre outros serviços considerados relevantes e essenciais.

Pelo visto – e isso, parece, ser uma característica sua, NÃO PASSOU de um risco n´água.

A “guerreira”, tudo leva a crer, está desarmada. E, deste modo, contra a Rosa de Mossoró (Mulher da Terra da Resistência), armada até os dentes, a luta poderá ser desigual. Assim sendo, ela deverá - num futuro próximo - ser abatida.

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