De acordo com Chico Santa Rita, especialista em marketing político, numa campanha eleitoral o custo chega a pelo menos 10% só para uso em pesquisas. Outros 30% vão para recursos humanos.
A luta pelo voto é literalmente uma guerra.
A gente acompanha diversas campanhas como estudioso empírico do assunto, na qualidade de repórter e, às vezes, por exercício de trabalho. É fácil chegar a uma conclusão: tem muito marreteiro na área.
Há uma enxurrada de espertalhões sorvendo dinheiro de incautos, vendendo gato por lebre. O barato que sai caro.
Ao mesmo tempo, continua imperando a auto-suficiência de candidatos, a ditadura dos palpiteiros e a gestão familiar. É o irmão, a cunhada, passando pelo filho, enteada, pingüim da geladeira, o totó, patinho de borracha etc. Todo mundo mete a colher.
Ao fim das eleições, muitos membros dessa fauna não conseguem explicar uma derrota. Claro que sempre sobra para alguém, o lado mais fraco. O candidato, lógico, nunca tem culpa alguma.
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