23 agosto 2008

Sertanejo esperto, tem por norma não chamar atenção para si. Em Natal, por exemplo, é um ilustre desconhecido. Ou melhor, seria se não tivesse esbarrado na Justiça. Seu maior escândalo, a construção do Cemitério de Pau dos Ferros, para a qual recebeu polpudos 11 milhões do dinheiro que rendeu a venda da Cosern a um grupo espanhol. Onze milhões! Não 11 mil cruzeiros. Um dinheirão que dava para construir um outro Taj Mahal, o monumento funerário mais célebre do mundo. Assim mesmo não chegou a concluir a obra. Quanto a dinheirama, desapareceu mais rapidamente do que manteiga em venta de gato.

No momento em disputa com o seu sucessor e atual prefeito, está experimentando na própria pele as conseqüências do descaso com que tratou em seus mandatos os interesses de Pau dos Ferros, que depois quase cinqüenta anos começa a sair do atraso graças ao trabalho de Leonardo Rêgo, um administrador afinado com a expectativa dos cidadãos. Quem acompanha a política em Pau dos Ferros já tem como certa uma acachapante derrota da governadora no município pólo do Alto Oeste. Voltarei ao assunto.

Fonte: Franklin Jorge

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