27 março 2008

SÃO PAULO: FORMIGUEIRO (DES)HUMANO

Gente sem esperança, sem perspectivas, sem estudo, sem ofício, sem profissão, sem nada (oriundas de toda região), ocupam suas poltronas e partem à procura do que não perderam. E encontram: nada. Sequer, a passagem de volta.

Acho, até, que eles – pela estratégia usada pelas viações – nunca se encontram nas “paradas” do meio do caminho para os que conseguem voltar, às suas expensas, possam dizer aos futuros desamparados que “graças a Deus” conseguiram sair daquele formigueiro (des)humano - onde ninguém é de ninguém.

Como isso não acontece, dá no que dá.

Uma maioria expressiva não tem nem como dar notícias, haja vista não ter dinheiro para comprar um cartão ou, simplesmente, enviar uma carta social. Posto que, às vezes, nem escrever sabe. Não estou inventando nada. As provas, quem assiste ao programa dominical, é testemunha.

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