Com a fusão da Igreja cristã ao Estado romano, no ano 321, quando da "conversão" ao cristianismo de Constantino Magno, então imperador romano, os cristãos fizeram concessões à doutrina pagã romana, herdada dos latinos e da variedade de povos e cultos de Roma, pelo que cessariam as perseguições e a religião cristã se tornaria a religião oficial do Estado romano.
Muitas das crenças obscuras do politeísmo romano foram cunhadas na religião cristã, entre elas, a crença no mundo dos mortos, trazendo daí a idéia de purgatório, de inferno e de paraíso em esferas espirituais.
Assim, os cristãos tornaram-se supersticiosos, como os romanos, adotando o costume de falar com os antepassados mortos junto a túmulos, como se vê ainda hoje, levando-lhes comida, flores e acendendo velas; contando-lhes suas vidas, pedindo atendimento, intercessão e favores, além de orar por eles e dedicar-lhe também um dia grande, o Dia de Finados, como no primitivo ritual e festival latino.
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