
As bancadas do PT, do PSDB e do DEM reuniram-se - na tarde desta terça-feira (11) - para decidir como seus integrantes se posicionarão na sessão extraordinária desta quarta-feira (12) que analisará o projeto de resolução que recomenda a perda de mandato do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) por quebra de decoro parlamentar. Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista.
A líder do PT, primeiro partido a se reunir, senadora Ideli Salvatti (CS), afirmou que os membros do partido estão "livres, leves e soltos" para votarem "de acordo com suas consciências".
- Não houve declaração de voto, nem pedido de voto, nem orientação de voto. Cada senador está colocado na condição de juiz - afirmou a líder.
Já o PSDB decidiu que votará em bloco pela perda de mandato do senador Renan.
- O PSDB fecha posição pela cassação. Ninguém está feliz com essa situação, mas é o mandato do senador Renan ou o Senado Federal - disse o presidente do partido, senador Tasso Jereissati (CE).
A única ressalva feita na reunião dos tucanos diz respeito ao voto do senador João Tenório (PSDB-AL), aliado de Renan Calheiros. No mais, o membros do PSDB se dizem seguros.
- Estamos tão seguros que até fechamos questão numa votação secreta - observou Arthur Virgílio (AM), líder do partido.
- Estamos tão seguros que até fechamos questão numa votação secreta - observou Arthur Virgílio (AM), líder do partido.
Já o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), disse que o partido vai defender o acolhimento da denúncia de quebra de decoro parlamentar, com a aplicação da pena de perda de mandato. A decisão foi anunciada após reunião de 16 senadores da agremiação. O único ausente ao encontro foi o senador Edison Lobão (MA), que não se encontrava em Brasília, explicou Agripino. - Por unanimidade, a recomendação é pelo voto "sim" ao relatório do senador Renato Casagrande e da senadora Marisa Serrano. O partido vai pedira cassação do senador Renan Calheiros - disse Agripino em entrevista aos jornalistas.
Raíssa Abreu / Agência Senado
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